sábado, 5 de junho de 2010

O que dizem

«Sítio de partida para sítio nenhum. Ficar na partida, ponto assente, para o momento em que apenas se é. O lugar é esse - aquele que não está em mais lugar algum. Fica-se surpreso pelo que pode significar este novo sentido, mas a surpresa maior será não perceber que, de facto, assim é. Quando se chega nunca afinal dali se saiu. Sempre estiveramos lá, nessa meta/partida. No encontro há quem prefira perder-se na contemplação, enquanto outros ficam contemplados de si mesmos. É aquela admiração por um novo que sempre se conheceu no inconsciente. A vida mostra o que tem de mostrar, sem a pressa do tempo. Encarrega-se do próprio tempo só para que possamos reparar atentamente no que nos é proporcionado com as aberturas de alma em que o silêncio nos ocupa. É preciso esse silêncio - a acalmia interior - para que a meta seja revelada diante de um ser preparado para iniciar, aí sim, a caminhada. Quando se chega aterra-se, mas sem deslocação material - apenas de momento físico para não físico, do estar aqui para o estar mesmo aqui. Há diferença. E para descobri-la basta isso: bater às portas de dentro e deixá-las, uma vez abertas, escancaradas para voltarmos a entrar e a sair sempre que quisermos.»

Autor desconhecido

1 comentário:

  1. Ok! Li, reli, voltei a ler, achei que por momentos consegui perceber o que ali estava escrito, depois li novamente e perdi o fio à meada. Mais uma vez li e nada percebi, fiquei em branco....enfim, já me doi a cabeça, vou mas é tomar um panadol !!!!

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