sexta-feira, 7 de maio de 2010

Amor de Índio

Tudo que move é sagrado
e remove as montanhas
com todo o cuidado, meu amor.
Enquanto a chama arder
todo dia te ver passar
tudo viver a teu lado
com arco da promessa
do azul pintado, pra durar.

Abelha fazendo o mel
vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
de sentir seu calor
e ser todo
Todo dia é de viver
para ser o que for
e ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
e o fruto do trabalho
é mais que sagrado, meu amor.
A massa que faz o pão
vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
e alimenta de horizontes
o tempo acordado, de viver.

No inverno te proteger, no verão sair pra pescar
no outono te conheçer, primavera poder gostar
no estio me derreter
pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
de sentir seu calor e ser tudo.


De Maria Bethânia
Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos

1 comentário:

  1. Amor sim, mas de príncipes e princesas:

    Era uma linda estória de amor
    Uma louca paixão, um grande ardor
    Entre um príncipe galante
    E uma princesa nada elegante
    Tudo aqui era um pouco usual
    O príncipe era um perfeito anormal
    E a princesa apesar da sua beleza
    Era duma enorme avareza
    Conheceram-se os dois num baile
    Ela levava um longo xaile
    Ele tinha cá uma bebedeira
    Que vomitou logo à primeira
    No calor do momento
    Surgiu um pedido de casamento
    E o príncipe mesmo dormente
    Segurou a mão dela suavemente
    Dizendo "estarei contigo para sempre"
    E baixinho sem que ela repare
    "Ou pelo menos até que a peste nos separe"

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